Sou real.
Sou eu, despida de falsidades, de superficialidades, de pura vaidade.
Julgam-se pelo que parecem, sofrem e esquecem. Esquecem o que são.
Uma roupa nova, não me torna diferente, faz-me bonita, contente.
Precisam de ter barreiras, invejas e maldades para viver.
De dar nas vistas, seja por que motivo for. Não interessa. Vive-se só pelo rancor.
Armam-se em diferentes, mas depois põem-se a sonhar, e esquecem-se que como elas já há muitas.
Raridades. Falo de nós. Pessoas normais. Sem tiques, sem manias, com defeitos, mas alegrias. Pessoas banais, que se realizam, que se concretizam, que amam, são amadas, e que se divertem sem que ninguém tenha nada a haver com isso. Pessoas independentes, e iguais realmente, mas com sentimentos diferentes, que nos faz únicos, no meio de tanta gente.
Eu vivo pelo que sou, não pelo o que os outros querem. Faço o que quero, sem medo de desiludir, sem receio de desapontar, porque sou só eu. Não tenho satisfações a dar.
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